quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

1º Capítulo.

Hermione arrancou os óculos delicados da frente dos olhos e permitiu descansar a vista um pouco. Só podia ser alucinação! Era a terceira vez que tinha a nítida impressão de ver a figura de um homem muito parecida com a de Remus Lupin passar diante da porta de sua sala.

Deve ser o Teddy que resolveu adquirir as feições do pai, pensou ao lembrar que o rapaz estava fazendo residência no hospital naquele semestre. Só poderia ser isso, afinal Lupin já não estava mais entre eles.

Olhou para o porta-retrato em cima da mesa e apoiou a têmpora na mão. Deveria trocar aquela foto com urgência, Hugo e Rose já não eram as criancinhas que necessitavam de olhos atentos o dia inteiro. Na verdade, agora tudo o que os dois menos queriam eram olhares paternos em cima deles.

Afastou a cadeira já a desabotoar o jaleco branco para deixá-lo pendurado no mancebo quando, tão rapidamente quanto um piscar de olhos, sentiu o corpo estremecer em calafrios. O coração pulsava forte na garganta, nos pulsos, na cabeça; mas tudo se acalmou.

Era impossível aquilo ser real, afinal, Voldemort estava morto e não poderia ter visto o reflexo dele no imenso espelho da sala. Simplesmente impossível. Seria melhor já ir embora.

- Doutora Weasley!!!

Seu nome ecoou-se pelo saguão de entrada do hospital. A castanha virou-se e viu um jovem de cabelos azuis caminhar em sua direção.

- Teddy. Ué?! Seu cabelo não estava castanho?

- Castanho?! Não. Faz uns belos anos que ele está desta cor, mas, enfim, o professor Loghbotton mandou o resultado daquelas ervas que você pediu para ele fazer análise.

A curandeira ficou absorta, com os olhos fixos no nada.

- Tem certeza que seus cabelos não estavam castanhos hoje? Sei lá, de repente você mudou e não percebeu.

Teddy fez uma careta incrédula qualquer e achou melhor repetir o que havia dito.

- Doutora, a senhora ouviu a parte que o professor Loghbotton já enviou os resultados da análise--

- Estranho. Eu juro que vi você passar pela minha sala hoje umas três vezes.

- Há! – O jovem balançou a cabeça, sucessivas vezes de forma negativa. – Eu nem se quer fui aos andares superiores hoje. A emergência está uma loucura. E, além do mais, qualquer tipo de transformação causa um certo desconforto interno; eu teria percebido se meus cabelos tivessem mudado de cor.

- Hm. Então está bem. Vai para a casa do Harry hoje? A gente vai lá, se quiser uma carona, o Ron já deve estar chegando.

- Vou, só que mais tarde. Victorie e eu... – Hermione riu com o rosto rubro de Teddy.

- Okay, eu aviso o se padrinho sobre a comemoração.

- O quê?!! Não, calma, Hermione, a gente só vai sair para jantar junto! Não é nada disso...

- Foi o que eu disse. Bem, o Rony já chegou – Os dois olharam para fora e viram um carro bater em um hidrante – definitivamente.

Teddy conteve o riso da pior maneira possível. Rony era realmente o pior motorista que o mundo bruxo poderia ter feito – e que um trouxe poderia ter habilitado. Olhou para o imenso relógio de pêndulo no meio da sala de espera e suspirou. Faltavam ainda alguns minutos para o fim do expediente.

Começou a andar para a emergência quando sentiu uma bigorna cair no estômago. Cabelos cor-de-rosa, curtos, entre a multidão. Atrapalhada, pedindo desculpas ao esbarrar nas pessoas de pé e apenas some.

Estava ficando louco; só poderia ser.

2 comentários:

Pam Lima disse...

OMG!

Mais e mais capítulos, please!
Adorei esse clima de suspense *a viciada em suspense ataca*!

Morgana Onirica disse...

O.O
uia!!!!
meodeosdoceu!!!!!!
*samanta segura os cantos do teclado com força*
porque eu esperei tanto tempo pra chegar aqui????????
vou correndo ler o outro post!

b